Terra Simão - Construtora de valor

Próximo Anterior
  • Meu primeiro apartamento: como me programar financeiramente?

    Comprar um imóvel próprio é um dos maiores sonhos do brasileiro. Deixar de pagar aluguel é um alívio, mas para concretizar o objetivo de adquirir o primeiro apartamento é preciso muito planejamento e disciplina.

    Para o presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros) e da DSOP Educação Financeira, Reinaldo Domingos, na maioria dos casos essa meta deve ser conquistada em médio ou longo prazo.

    “A grande saída para muitos brasileiros é o financiamento imobiliário, que tem prós e contras, considerando a situação atual da pessoa ou família. Uma das principais desvantagens são os juros pagos ao longo do tempo. Portanto, é válido se programar, poupando dinheiro mês a mês. Assim, a pessoa vai ter os juros trabalhando a seu favor e melhores condições para negociar o pagamento. Geralmente, a casa própria é um sonho de longo prazo, que dura mais de dez anos”, afirma o especialista, que é PhD em educação financeira.

    Uma das dúvidas iniciais é saber calcular se a renda é suficiente para um financiamento. Segundo Domingos, o primeiro passo é fazer um diagnóstico financeiro para verificar em que situação se encontra: endividado, equilibrado ou investidor.

    “Deve-se anotar todas as despesas durante 30 dias, separando-as em categorias (alimentação, combustível, etc.). Com uma visão mais ampla dos gastos, é hora de cortar os supérfluos e excessos e poder redirecionar esse valor para a realização dos sonhos, que, por sua vez, devem ser bem definidos. É importante pensar em, pelo menos, três: um de curto (até um ano), outro de médio (até dez anos) e ainda um de longo (acima de dez anos) prazo, e orçar cada um, para saber quanto custam e quanto poderá ser poupado por mês, sabendo, assim, em quanto tempo eles serão realizados. Então, é só começar a guardar dinheiro, lembrando que essa ação deve ser feita imediatamente após receber o salário”, comenta.

    Para ele, a melhor opção é sempre tentar pagar o imóvel à vista, pois não há pagamento de juros e é possível conseguir bons descontos. Mas mesmo que tenha essa oportunidade, o comprador ainda deve ficar atento a alguns detalhes. “Mesmo comprando à vista, alguns cuidados são necessários, principalmente, em relação aos gastos extras, que são consideráveis, com taxas cartoriais e bancárias, além de itens como mudança, condomínio e mobília. As famílias não pensam nestes pontos e se endividam”, destaca, lembrando que apenas uma minoria consegue fazer negócio dessa forma.

    Financiamento ou consórcio?

    “Pagar à vista não é a realidade para a maioria dos brasileiros. Como segunda opção, recomendo um consórcio para quem não tem urgência em mudar e tem disponibilidade de uma verba de investimento mensal. Nesse caso, se pagará menos e, se tiver sorte, poderá ser sorteado e ganhar a casa rapidamente, além de também poder economizar para dar um lance com economias extras.”

    Em relação ao financiamento, Domingos ressalta que é uma opção interessante, mas que também exige comprometimento. “A dica para poupar é fazer uma estimativa dos gastos totais, avaliar quanto falta para atingir o montante e diagnosticar quanto pode ser posto de lado por mês para fazer face às despesas”, pondera.

    Outra dúvida recorrente é em relação ao pagamento de aluguel enquanto ainda não se decide pela compra de um imóvel. Será que vale a pena? Com a palavra, o especialista:

    “No caso de pagar aluguel, o financiamento pode ser uma ótima alternativa, deixando de pagar esse valor sem retorno futuro para pagar a prestação de algo que será seu. Se a pessoa não pagar aluguel, uma ótima alternativa é guardar o valor da prestação do financiamento, em qualquer tipo de investimento conservador.”

    O presidente da Abefin reforça que um dos grandes problemas para a realização do sonho da casa própria são as “dívidas sem valor”, aquelas contraídas na compra de produtos e serviços que muitas vezes não agregam valor. “Elas acabam desequilibrando o orçamento financeiro mensal e, com isso, se perde o foco no bem de valor que é a casa”, conclui.

     

    Confira oito dicas do presidente da Abefin, Reinaldo Domingos:

    1- Analise o valor do aluguel que está pagando. Se for o mesmo valor da prestação de um financiamento, poderá ser uma opção financiar o imóvel;

    2- Reúna a família para conversar sobre as atuais necessidades e desejos, definindo região e valor, tendo em vista as reais condições em que se encontram;

    3- Outro ponto a ser levando em conta é o custo de vida da região em que irá morar, que pode ser mais alto que o atual. Preocupe-se também com gastos com transporte;

    4- Nunca se esqueça que um novo imóvel demanda custos além das parcelas, como reformas, móveis novos, taxa de condomínio e de transferência;

    5- Lembre-se que o financiamento de um imóvel é considerado uma dívida de valor, por isso a família deve proteger as finanças antes de assumir as parcelas mensais. Portanto criem uma reserva estratégica. Assim, havendo qualquer eventualidade, não deixará de honrar este compromisso;

    6- Procure conhecer melhor programas do Governo, como o “Minha Casa, Minha Vida”, que facilita o financiamento da casa própria;

    7- O melhor caminho para adquirir é poupar parte do dinheiro que se ganha, portanto faça uma simulação em qualquer banco de quanto custaria a prestação deste imóvel e comece a guardar um investimento conservador, como poupança, CDB ou Tesouro Direto. Se for interessante, é válido utilizar o valor do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço);

    8- Caso não esteja conseguindo pagar a prestação da casa própria, reveja imediatamente os gastos, em especial as pequenas despesas, que somadas podem levar a família ao desequilíbrio financeiro.

    Meu primeiro apartamento: como me programar financeiramente?
    tags: Construtora Terra Simão, Floradas Arboville, Abefin, educação financeira, financiamento
ÚltimasNovidades